Mais um ano chegando ao fim.
Papai Noel já passou e agora estamos mais uma vez a espera do novo que vem ai.
Fatiado em meses o ano passa e acarreta muitas mudanças.
É um ciclo. Ano Novo, energias renovadas, verão, carnaval, páscoa, aniversário e assim vai. Não necessariamente nessa ordem.
2010 bate a nossa porta pedindo permissão para entrar e se instalar durante 12 meses.
O que desejo é apenas um ano bom e que as desventuras venham e sejam superadas.
Foi se o tempo em que queria a paz e o amor universal.
Aos amigos saúde e sucesso. Aos companheiros de trajetórias muitas histórias. Ao mundo - O MUNDO!
Beijos
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Tudo mudou
Eu mudei...
O ano está indo e um novo vem ai.
A vida de repente guinou e meus pensamentos não são como era antes.
Quando me permiti, perdi.
Quando imaginei ter, não tinha mais.
Em poucos dias serei uma jornalista formada, uma menina deixada e uma mulher alterada.
A vida e as vivências me alteraram. Teve gente que eu quis e me quiseram diferente.
Coisas que eu acreditei e não funcionaram.
O que eu queria que ficasse acabou passando.
Mas aproveito, do meu jeito vou levando.
As vezes o coração dói e fica miúdo.
Mas sigo, pois é preciso seguir.
:*
O ano está indo e um novo vem ai.
A vida de repente guinou e meus pensamentos não são como era antes.
Quando me permiti, perdi.
Quando imaginei ter, não tinha mais.
Em poucos dias serei uma jornalista formada, uma menina deixada e uma mulher alterada.
A vida e as vivências me alteraram. Teve gente que eu quis e me quiseram diferente.
Coisas que eu acreditei e não funcionaram.
O que eu queria que ficasse acabou passando.
Mas aproveito, do meu jeito vou levando.
As vezes o coração dói e fica miúdo.
Mas sigo, pois é preciso seguir.
:*
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Experiências maternais

Eu ando sempre em dúvidas. Entre um querer e não querer ser mãe.
Mas experimento! Isso mesmo, experimento com os filhos dos outros.
Tenho um certo "imã" para crianças. Cuido delas com o maior prazer!
Há alguns meses cuido de Pedro. Ele está com um ano e quatro meses e eu acompanhei algumas de suas fases.
Vi ele aprender a andar, entender seus "grunhidos" de fala, comer sozinho (e bastante) e pegar as chaves e ir para porta para passear.
Pedro adora passear, ir até o chafariz e olhar os peixes e brincar de pedras.
Me reconhece e sempre me sorri. Faz carinha de coehinho e já mostra o que quer!
Fala "Aiiinee". Olha, garanto o guri vai ter um vozeirão!
Faço grandes descobertas com o Pedro, como:
- que mãe só toma banho depois que o pimpolho dorme;
- que tomar sorvete junto, é ser servido na boca, no entanto, mirando com a própria a colher cheia de sorvete;
- vê-lo caminhando sozinho é maravilhoso, porém deixar que ele coloque as mãos nas grades de um restaurante e ficar "marrom" de tanta graxa, dá um desconsolo...rsrs
- dormir mal é coisa de mãe. Na primeira noite fiquei angustiada e cada virada do moleque na cama eu levantava. Olhava e ele lá com o "popozão" para cima dormindo...
- mãe nasce com dispositivo de aceleração. Fiz tudo muito rápido de manhã para melhor atender meu gurizinho.
- você se torna um ser tão bobo. Sabem por quê? Porque de manhã ele acorda e sorri. Nossa é muito legal.
- adora aparelhos eletrônicos e todos os botões são maravilhosos
Brincamos a valer e sorrimos muito. A gente se diverte e também diverge. Somos amigos.
Agradeço aos papais de Pedro toda confiança, pois afinal, Pedro é a jóia rara deles. E eu usufruo dele de vez em quando. São préstimos de babá claro, mas é muito gratificante.
Beijos...
terça-feira, 24 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Enade e nada
Eu participei do Enade esse ano. Compareci em um belo domingo de sol para exercer minha função de estudante.
Não quero comentar da prova. Até porque, o que menos me chateou no domingo foi a prova.
A minha vida estudantil se fez toda em escolas públicas. Conheci o universo das instituições particulares, somente quando ingressei no terceiro grau.
Não estou fazendo questionamentos de valores, muito menos menosprezando ensino, nem "pintando" de coitadinha.
Consegui como muitos, prestando vestibular e ralando à beça para pagar. Não foi fácil, mas também ninguém disse que seria.
Claro que com o passar dos meses em sala, você sente algumas diferenças. Algumas oportunidades que você perde, mas da pra levar na boa. Eu sempre levei e fiz muitos amigos. Amigos de todos os tipos, classes, cores, opções...pessoas. E gente daquelas que vale muito a pena conhecer.
Nunca tive vergonha de falar de onde morava, onde estudei, coisas que gostava...enfim de mim. Mas tudo isso aprendi ainda lá em casa, com meus pais, que sempre me ensinaram que não devemos diferenciar as pessoas.
Me criei em vila. Isso mesmo V-I-L-A! Hoje todos são bairros, mas na época era vila.
Cresci brincando na rua, jogando bola no pátio de casa, com rede improvisada de sacos de batata. Brinquei de pique, de subir em árvore, joguei caçador, pulei sapata e também elástico.
Comi goiaba tirada do pé na hora, andei de bicicleta e fiz amigos para vida toda. Crescemos juntos, brigamos, seguimos caminhos diferentes, mas seguimos amigos.
Lembro que quando o saneamento chegou lá na vila, foi uma festa. Para os adultos, enfim, chegava de esgoto a céu aberto, para as crianças uma farra completa, com canos gigantescos, nos quais corríamos e éramos felizes.
Pois bem, a vida é feita de escolhas. Eu escolhi dar sequencia aos estudos. Curso: Comunicação Social, sim acreditei ser capaz de mudar o mundo - idealista sim - mas com pés no chão.
Com tempo a gente aprende que não dá, mas isso é outra história...
Mas como ia dizendo, o que me incomodou foram meus colegas futuros comunicadores.
Nossa prova foi realizada em um dos bairros, considerados mais violentos de nossa cidade. Logo, pode-se pensar que existe também muita pobreza.
E esse foi o único pensamento que rondava a cabeça de meus ilustres colegas.
Meninas preocupavam-se em não levar bolsas, não irem maquiadas e procurar usar roupas "não tão boas". Meninos se indignavam em estar na "vila", perto daquele "tipo de gente".
Tipo de gente??? Existe tipos de gente???
Pior que isso, foi ouvir comentários do tipo: -"Olha essa casa?" ; "Olha essas crianças, parecem que nunca viram gente..." E tantos outros que prefiro poupar vocês.
As crianças nada além olhavam do que o movimento. Ou vão dizer que na rua onde moram, todos os domingos se forma um trânsito de ônibus? Ou ainda, um monte de gente frequentando uma escola ao domingo?
Dói!!! Definitivamente dói! Porque em nenhum momento pensaram, lembraram ou se preocuparam com as pessoas que ali vivem. Esqueceram que também ali mora gente que trabalha, estuda, gente bacana de verdade.
Eu tenho amigos lá e sim me senti ferida por eles. Melhor envergonhada, por essa gente tão distante da realidade existente. Tão indiferente com o que acontece logo ali depois de suas casas.
Que desconhece a própria cidade. E sim, se dizem pessoas de futuro, que farão do mundo um lugar melhor. Me desculpem mas não vão. Só sabem olhar para o seu umbigo e não lembra que existe o próximo. Belos comunicadores sociais!!!
Domingo de Enade e nada na cabeça de alguns.
Não quero comentar da prova. Até porque, o que menos me chateou no domingo foi a prova.
A minha vida estudantil se fez toda em escolas públicas. Conheci o universo das instituições particulares, somente quando ingressei no terceiro grau.
Não estou fazendo questionamentos de valores, muito menos menosprezando ensino, nem "pintando" de coitadinha.
Consegui como muitos, prestando vestibular e ralando à beça para pagar. Não foi fácil, mas também ninguém disse que seria.
Claro que com o passar dos meses em sala, você sente algumas diferenças. Algumas oportunidades que você perde, mas da pra levar na boa. Eu sempre levei e fiz muitos amigos. Amigos de todos os tipos, classes, cores, opções...pessoas. E gente daquelas que vale muito a pena conhecer.
Nunca tive vergonha de falar de onde morava, onde estudei, coisas que gostava...enfim de mim. Mas tudo isso aprendi ainda lá em casa, com meus pais, que sempre me ensinaram que não devemos diferenciar as pessoas.
Me criei em vila. Isso mesmo V-I-L-A! Hoje todos são bairros, mas na época era vila.
Cresci brincando na rua, jogando bola no pátio de casa, com rede improvisada de sacos de batata. Brinquei de pique, de subir em árvore, joguei caçador, pulei sapata e também elástico.
Comi goiaba tirada do pé na hora, andei de bicicleta e fiz amigos para vida toda. Crescemos juntos, brigamos, seguimos caminhos diferentes, mas seguimos amigos.
Lembro que quando o saneamento chegou lá na vila, foi uma festa. Para os adultos, enfim, chegava de esgoto a céu aberto, para as crianças uma farra completa, com canos gigantescos, nos quais corríamos e éramos felizes.
Pois bem, a vida é feita de escolhas. Eu escolhi dar sequencia aos estudos. Curso: Comunicação Social, sim acreditei ser capaz de mudar o mundo - idealista sim - mas com pés no chão.
Com tempo a gente aprende que não dá, mas isso é outra história...
Mas como ia dizendo, o que me incomodou foram meus colegas futuros comunicadores.
Nossa prova foi realizada em um dos bairros, considerados mais violentos de nossa cidade. Logo, pode-se pensar que existe também muita pobreza.
E esse foi o único pensamento que rondava a cabeça de meus ilustres colegas.
Meninas preocupavam-se em não levar bolsas, não irem maquiadas e procurar usar roupas "não tão boas". Meninos se indignavam em estar na "vila", perto daquele "tipo de gente".
Tipo de gente??? Existe tipos de gente???
Pior que isso, foi ouvir comentários do tipo: -"Olha essa casa?" ; "Olha essas crianças, parecem que nunca viram gente..." E tantos outros que prefiro poupar vocês.
As crianças nada além olhavam do que o movimento. Ou vão dizer que na rua onde moram, todos os domingos se forma um trânsito de ônibus? Ou ainda, um monte de gente frequentando uma escola ao domingo?
Dói!!! Definitivamente dói! Porque em nenhum momento pensaram, lembraram ou se preocuparam com as pessoas que ali vivem. Esqueceram que também ali mora gente que trabalha, estuda, gente bacana de verdade.
Eu tenho amigos lá e sim me senti ferida por eles. Melhor envergonhada, por essa gente tão distante da realidade existente. Tão indiferente com o que acontece logo ali depois de suas casas.
Que desconhece a própria cidade. E sim, se dizem pessoas de futuro, que farão do mundo um lugar melhor. Me desculpem mas não vão. Só sabem olhar para o seu umbigo e não lembra que existe o próximo. Belos comunicadores sociais!!!
Domingo de Enade e nada na cabeça de alguns.
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