quinta-feira, 19 de março de 2009
Laços de um só nó
- Você ainda me ama?
Ela inebriada pelo momento de paixão, respondeu:
- Claro meu amor...
Mas a certeza se foi logo que o prazer acabou.
A pergunta não saia da cabeça dela, ele aliviado sorriu, virou para o lado e foi curtir seus sonhos.
Ela ficou desperta, inquieta, buscando dentro de si a verdadeira resposta.
Sabia que gostava dele, de estar em sua companhia, mas amar? ah isso já era demais.
Os anos de convivência fizeram com que ambos aprendessem juntos a compartilhar, ceder...mas amar, amar com todas as forças, isso alguém esqueceu.
Nesse mar de pensamentos ela acabou por adormecer, mas dormiu pensando.
Ela precisava saber, ela queria saber. E ele?
- Tu me ama?
- O quê?
- É você ainda me ama?
- Que pergunta é essa agora?
- Eu só quero saber...
- Na hora do almoço?
- Ué mas tem hora pra saber essas coisas?
- Tô cansado...
- Ah claro sempre tem que ter uma desculpa
- Vou descansar
Ele foi cestear e ela ficou ali com a louça. Na mão a aliança que veio acompanhada de muitas promessas. Algumas cumpridas, outras a cumprir...
Se davam bem e foi nisso que ela pensou para logo depois parar de pensar.
Mas e o amor? Ah deixa pra lá...
segunda-feira, 16 de março de 2009
Ação e Reação
Muitas vezes nos pegamos a fazer coisas que não sabemos explicar
Sentimentos sem sentido
Um velho novo amigo de infância que conhecemos a duas horas
Permitimos que nosso corpo nos abandone por algumas horas
E retorne facilmente quando tiver vontade
Coisas sem explicação
Agimos no impulso
Não sei com o que preencher a solidão que as vezes me assombra
Difícil entender
Não sou de me arrepender
Mas faço coisas, tomo atitudes que muitas vezes não parece eu
Sei lá quando tudo isso começou
E muito menos se um dia terá fim
Um post sem explicação
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Maré cheia

Não as coisas que nos fazem sofrer
Não a tudo
Negar
Negar
Entrar em um barco quase afundando e ainda tentar se salvar
Não tem como
Não há
Em um mar de ilusão, em ondas de emoção
Deixei me levar
Mas não me engano
Prefiro meu mundo profano
Onde um sim pode ser um talvez
Que corra entre os dedos a vontade
Desinibido
Sabe eu me permito
Digo e repito
Se quiser vem comigo
Navegar num mundo sem julgamentos
Viveremos os momentos...vamos deixar acontecer
Aline
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Tempo....

Após 9 meses de gestação eu ganhava o mundo
Aos 9 meses de idade dormia sem fraldas
Aos 10 meses explorava o mundo com minhas próprias pernas
Aos 12 já era capaz de dizer o que queria
A primeira palavra foi "papai", apesar da insistência maternal para dizer "mamãe"
Com todo carinho mostrei ao meu pai que não suportava papinhas prontas, fiz uma tremenda cara feia
Minha mãe lembra sem nenhuma saudade que minha fase dos porquês foi muitooo mais longa que o das outras crianças
Aos 2 anos não reconheci meu pai, tudo pela "malvada gilete" que levou o bigode dele embora
Aos 3 minha família ganhou novos rumos e optamos por residir no sul
Com 4 anos minha festinha de aniversário já foi com amiguinhos gaúchos, mas eu ainda falava garota e não guria
Muitas dessas lembranças, são histórias a mim contadas. Guardo todas com muito carinho e agora registro, para não correr o risco de também esquecer.
Demorei para aprender a pronunciar Ô NI BUS, insistia em apenas ONS. Mas nesse percurso encontrei alguém mais insistente que eu, Dona Yolanda, que após um dia inteiro de treino comigo, finalmente a palavra saiu.
Foi na escola que aprendi a utilizar o banheiro sozinha...o que que a necessidade não faz
Sempre briguei pelos meus ideais e brigo até hoje
Hoje percebo que o tempo passa rápido demais e que ele ninguém alcança.
Ontem mesmo brincava de barbie e sonhava em ser secretária, hoje olho no espelho e o que vejo não é mais aquela garotinha de cabelos crespos arrumados pela mãe.
O tempo ele não foi cruel comigo, isso não, apenas não fui capaz de perceber sua chegada.
Ele traz mudanças, algumas irreparaveis, outras para mostrar o melhor, outras para crescer, algumas para aprender a perder...
Tempo tempo mano véio....
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Foi assim

Éramos dois
Vc e eu
Numa equação exata
Num ata e desata
Um fala outro acata
De repente, sem explicação
Coisas que só a gente sente
Num frenético endoidecer
Um o outro querendo ser
Vendo entre os dedos
O ato se desfazer
Palavras se fazem desnecessárias
Os olhos conseguem transmitir
O desejo inerte
O corpo reflete
A vontade que sai
Você toca
Eu sinto
Os corpos se aquecem
Se merecem
Se envaidecem
Em um sem fim demasiado
De repente o corte
O término
De um novamente se fazem dois
E que fique bem ali o depois
Aline...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
AnO nOvO

E enfim chegou...
Mais um ano, mais um pouco de esperança, misture tudo e leve ao forno... daqui a 11 meses estará pronto!
Ta eu sei...é sempre assim mas fazer o quê?
Esse ano começou com tdo e eu tbm!!! sim energias me sobram
Último ano na faculdade, medo e vontade de seguir
No amor tdo tranquilo
Revendo pessoas importantes
Vivendo momentos especiais
Risco e aventura...oh delícia
Então FELIZ ANO NOVO...