sexta-feira, 4 de maio de 2012

As tecnologias e a educação


As tecnologias fazem parte de nossas vidas e facilitam a aprendizagem no contexto escolar, nossas escolas melhoram a cada dia, e mais professores e educadores tem feito uso da internet e dos demais meios de comunicação para aplicação dos conteúdos  em suas aulas.
Mas o uso de tecnologias nem sempre se faz presente na vida de todo, por isso sua utilização na escola é tão importante! É inegável que os recursos informáticos ajudam a instruir o aluno na perspectiva de construção do conhecimento de uma maneira atraente estimulando sua curiosidade e proporcionando o desenvolvimento do raciocínio lógico de  maneira divertida e instigadora.
Ao mesmo tempo, em que temos que perceber que a internet possui perigos e inconveniências para crianças e adolescente,s usuários que ainda não conhecem a fundo este meio pesquisa  e estudo,  professores precisam estar atentos  tomar as devidas  precauções, pois é comum os mesmos passarem muito tempo na frente do computador e  acessem ou conteúdos impróprios e que estimulam violência, deixando de realizar atividades essenciais  para que tenham uma vida saudável,
Claro que muito se tem a evoluir, afinal també pé de conheciemnto de todos que m uitas não estão equipadas com esses recursos e a grande maioria dos professores não possuem uma formação de qualidade para trabalharem com esses meios de comunicação, para realmente desempenharem o papel de facilitador
Dessa forma se faz cada vez mais relevante que as TIC´s integrem currículo escolar, pois nos dias de hoje, tanto no trabalho como no dia a dia , são recursos indispensáveis pois quase tudo gira em torno deles como facilitadores e interlocutores de uma vida social integrada e interligada com o mundo
As tecnologias continuarão evoluindo e nos próximos anos teremos mais e mais novidades, por isso como futuros professores precisamos nos preparar para poder usá-las de forma correta, podendo ajudar assim nossos futuros alunos a terem uma melhor formação.

TIC's - todos temos opiniões


Em nossa vida passamos por inúmeras experiências e nem sempre conseguimos tirar o melhor proveito do que nos é oferecido. Às vezes, por imaturidade ou não conseguir observar o quão aquilo poderá acrescentar em nosso conhecimento e vivência.
No início de minhas atividades escolares, eu nem sequer conhecia ou tinha visto um computador. Muito menos ter acesso a um. Estudei em escolas pequenas, com recursos limitados, mas coerentes com a realidade vivida por todos os alunos.
O primeiro contato ocorreu somente no final do ensino fundamental, quando as máquinas começaram a se disseminar também entre as classes menos favorecidas. Dessa forma, o mundo começou a se apresentar para mim de forma ilimitada, afinal, em rede, podemos imaginar, conhecer, transmitir e repassar o que queremos e precisamos. 
Hoje, como futura educadora, mais do que ninguém, acredito que ser imprescindível ofertar aos alunos um mundo do qual, como dizem, "eles já nascem sabendo". O  desafio é apresentar aos meus futuros alunos novas formas de se relacionar, métodos divertidos de aprender diferentes da realidade que estão acostumados e do que já conhecem.
Mostrar a importância de estudar, o quanto isso permite mudanças significativas na vida e com auxílio das tecnologias,  uma vez que vivemos em um mundo competitivo,  podem ter com a ferramenta um diferencial.
Habituar-se com o mundo virtual e as tecnologias oferecidas não é fácil, mas é necessário disposição e interesse de ambas as partes - professor e aluno. O uso das TIC's transcende o mundo da diversão, não são somente jogos e aplicativos, é também um excelente método de conhecimento. E ter o recurso de proporcionar isso a jovens e crianças, torna  o aprendizado interessante, divertido e instiga a curiosidade, além de estreitar laços. 
O caminho a ser trilhado é longo, mas não se pode dizer que é impossível.

Leia a pesquisa sobre a relação de crianças e as TIC's:


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Hoje chorei

Hoje chorei porque quis chorar
Precisei chorar
Hoje chorei para lavar minha alma
E fazer escorrer o que não mais cabia dentro de mim
A dor ainda não passou
Nem mesmo a mágoa e as dúvidas
Hoje chorei e não me senti feliz
Não fui inteira
Me sinto meia, me sinto meio
Sim meio!
Pois não permito me derrubar
Hoje chorei e cai
Mas vou levantar
Eu sempre levanto
Hoje durmo apertada ao meu travesseiro
Meu conselheiro que acolhe sonhos
Lamúrias e guarda meus desejos
Hoje chorei, mas as lágrimas vão cessar
Hoje chorei e sempre vou chorar...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A um “clic” das mãos

No mundo atual praticamente impossível acreditar ou conceber que ainda exista muitos cidadãos longe das novas tecnologias. Com avanço eminente das mesmas, pouco se pensa naquelas que não possuem nenhum tipo de acesso. Para tanto é preciso pensarmos em formas e maneiras com que essas tecnologias cheguem as mãos de todos. Espaços comunitários, escolas, bibliotecas. Muito se tem feito, mas ainda pouco se habituam, por medo, por falta de conhecimento e por poucos demonstrarem interesse em repassar o que sabem de forma gratuita e livre de preconceitos. Máquinas tão perto e tão longe...

Um “beabá” da informação, um estímulo, um toque seriam suficientes para quem não sabe nem mesmo ligar um computador. Ensinar as formas mais básicas e após aprofundar por meios de cursos especializados sem custos. E aos poucos, após conhecer os programas, introduzir o mundo da internet. Claro não há fórmulas prontas, nem mesmo mágica para resolver a solução, mas medidas podem ser tomadas a partir do que já se tem. Não é incomum escolas obterem computadores por meio de doações, bibliotecas também e até mesmo em algumas cidades já a disponibilização de internet gratuita em determinados pontos.

A proposta é iniciar o trabalho com o que se tem e buscar no voluntariado a força de vontade para começar. NA era da tecnologia temos de nos apossar desse meio para aprimorarmos nossos conhecimentos e integrar a rede das informações. A escola não pode ficar de fora e muito menos agir de forma indiferente frente esse avanço. Bem como, aqueles que os cercam que devem se apropriar desses recursos. Por isso os profissionais, educadores precisam estar comprometidos e compreender que as tecnologias fazem parte das vidas de muitos.

Como sugestão pode se apresentar
Professores comprometidos que aceitem trocar ideias e dialogar sobre o uso das TIC,s e melhor forma de apresentá-las a quem não as conhece;

Investir em cursos de como usar as TICs em sala de aula;

Investigar a relação familiar dos alunos em relação ao uso e conheciemnto a cerca das tecnologias e a partir dai realizar ações para melhorias ou até mesmo apresentar para quem não conhece;

Incentivar a pesquisar sobre determinados temas e promover pesquisa coletiva por meoi do uso de algum computador disponível;

É compromisso DE TODOS transmitir uma educação sem barreiras e sem limites para o conhecimento!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

'O jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo.''
Martha Medeiros

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eis que...

volto a escrever e descrever o que aconteceu...
Os fios de cabelos se foram e com eles infindáveis lágrimas
Sim chorei porquê quis chorar
Era a primeira vez que sentia o vento bater na nuca
Foram o momento e a decisão mais importantes
Me permiti mudar
E mudei!!!!
Ainda não sou capaz de reconhecer no espelho
A mulher que me tornei
Um misto de menina e mulher independente
com atitude e frágil com cabelos picotados
Sem os longos fios para me proteger
Mudanças não são fáceis...nunca são
Mas só muda, quem realmente tentou mudar...

P.S.:um post sobre mim, sobre meus cabelos e sobre um alguém que estou aos poucos descobrindo quem é...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vênus

Foi ao ouvir que refleti...
O que é o amor?
Quem inventou?
Leia atentamente o que está a seguir

Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

(Moska)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

fui ali ver o que tinha
e lá havia muitas coisas
decidi ficar
voltei
cá estou
em breve post

sexta-feira, 10 de setembro de 2010


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.

Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.

Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Love is a losing game..."

Aline

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Quando cresci?


Com a proximidade de minha data festiva, as lembranças começam a me visitar.
Em uma conversa distraída esse dias, lembrei de minha papua de papuada*, o quanto ela e minha mamadeira me ofereciam horas de prazer. Como era boa minha papua e como eu a perdia dentro de casa. Mas a minha heroína, alcunha MÃE, estava sempre apta a encontrá-la ou me fornecer outra.
Lembro também, da ânsia que tomava meu corpo na hora de limpar-me sozinha. Nossa!! Preferia sempre o grito: - Mãaaaeeeeeee, to pronta!
Sim, chamava a mãe, a tia, a prima...mas sozinha era vômito na certa.
Lembro também das palavras mais complicadas, difíceis, que tive que aprender - ons, remelho e amarron*.
Que saudosa infância!
Dos momentos compartilhados com meus irmãos, com meus pais e amigos. E o quanto minha inocência, conseguia transformar as coisas ruins em boas. Como a vez que meu pai se desequilibrou, caiu em cima do meu berço, quebrando algumas ripas de madeira cerradas por ele depois e eu feliz da vida que meu pai tinha feito uma portinha para eu entrar!
Eu e meu irmão mais velho cantando e pulando na cama da mãe - o Hino da Dona Irota*.
Ouviram das pitanga e bergamota
Eu vi a dona Irota virar cambota
Apesar da afronta a nosso Hino Nacional, eu achava o máximo. Meu irmão e sua "guitarra vassoura", eu e qualquer "vidro de perfume microfone", cantando, gritando e ao final claro, virávamos uma bela cambalhota na cama da mãe.
Depois, mais um membro chega a nossa família - minha maninha. Apostei uma bala e um 'chiclé' com o mano que seria uma menina. Aposta ganha, mas nunca quitada!! Acreditei que ela seria minha parceira, ledo engano, puxa-saco do mano.
Lembro com carinho das palavrinhas da Dede, anana, pauinha, viriga*... E de sua insistência em dizer que a mãe preferiva* eu...
Nesses anos passados, tão recentes na memória, fica o questionamento quando foi que cresci?
Quando foi que parei de brincar e brigar com meus irmãos?
Quando foi que deixei de caber no colo do pai e nos braços da mãe?
Quando foi que minha barbie voltou as caixas de brinquedos?
A verdade é que não me sinto crescida, claro que, em proporções físicas o crescimento é vísivel, assim como o amadurecimento de algumas ideias.
O que quero (e o que sinto) dizer, é que se eu quiser ainda posso recorrer aos braços de mamãe, tudo bem se quiser brincar e também gerar alguma discussão com meus irmãos. No entanto, não será mais como antes e é por isso que sinto que cresci...mas não sei quando.

*Dicionário Alinees e Dedees

Papua de papuada - Bico, chupeta (sim eu usava a expressnao para pedir meu bico. eu que inventei!)

Ons - Ônibus (Fiquei uma tarde treinando com uma amiga da minha mãe, até que finalmente abandonei, ou melhor, 'desci' do meu ons)

Remelho - Vermelho (eu conseguia a incrível façanha de falar verde e não dizer corretamente vermelho, coisas de criança)

Amarron - Marrom (ah essa é um clássico infantil)

Dona Irota - A vizinha mais velha da rua em que morávamos e que não gostava de crianças

Anana - Banana (primeira palavra da minha irmã sentada no balcão da venda)

Pauinha - Paulinha (chamando uma gurizanha que tava ssempre pela rua)

Viriga - Virilha (ela sentia muitas dores nessa região, principalmente se visse meu irmão chegar do futebol com dores, logo, ela também sentia!)

Preferiva - Preferia (ela tinha verbos próprios, preferiva, morriva...e assim ia)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vida de Foca - Alfaces, rúculas e afins

Bem, como dito anteriormente, trabalho em um jornal do interior.
Onde muitas famílias tiram seu sustento do campo, logo, muitas pautas partem dessas pessoas - os agricultores.
Dia 25 de julho, comemora-se o Dia do Colono e Motorista e entre uma pauta e outra para o jornal semanal, sai para elaborar algumas para o Caderno Especial do Colono e Motorista.
Na primeira pauta, visitei um rapaz, de 24 anos, morador do interior de Sobradinho, cujo além de agricultor é tanoeiro, artesão, inventor...e por ai vai!
A propriedade é muito bonita e já da rua avistei inúmeros pés de bergamota.
- Vamos ter que levar umas. (Brinquei com o meu colega)
- Com certeza; disse ele
Conversamos, visitamos a propriedade, vimos suas criações. E na última 'escala', eis que avisto um moedor de cana-de-açúcar. Pergunto se também é sua invenção, ele afirma e questiona se gosto de cana.
A reposta, claro, foi afirmativa.
-Então leva um pedaço?
-Aceito, disse rindo
Mal sabia eu, que o pedaço em questão, media aproximadamente mais de 1,60m e depois de minha aceitação não poderia recusar.
Meu colega só deu uma espiada de canto de olho, provavelmente pensando em como 'guardar' meu presente dentro do carro.
Mas na saída teve mais, meu colega elogiou os pés de bergamota, e adivinhem; - Vocês querem umas??
Sim, aceitamos felizes e nos meus pés havia um mar de frutas alaranjadas, que emanavam um cheiro peculiar e indicavam toda a sua doçura. Comemos e comemos muitas!
Na volta, fomos a casa de uma senhora, que no momento em que chegamos colhia nozes.
Sim eu também ganhei nozes e experimentei a torta de banana e nozes que ela havia feito. Sem contar o vinho de sua propriedade. Não só tomei um cálice, como de brinde ganhei um litro.
Retornamos eu as bergamotas, a cana, as nozes e o vinho.
A receptividade aqui, além de agradar, enche também a barriga.
Em outra propriedade, em que o agricultor trabalha somente com insumos orgânicos, fomos agraciados primeiramente com os olhos.
Quem visita a propriedade, se deslumbra com a beleza e os cuidados com as hortaliças. Eis que entre o tira foto ali, pega aquele repolho, para ali no lado das alfaces, o proprietário colheu alguns pés...
Na hora de embora, veio a surpresa, ganhamos um repolho imenso, duas variedades de alface, um maço de rúcula, laranjas e bergamotas.
-Se é do gosto de vocês, podem levar. (disse cordialmente o produtor)
Agradeci perplexa com a quantidade e a beleza que continha aquelas sacolas.
Naquela noite, lá onde moro, teve alfaces, rúculas e afins...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dias Loucos

Nando Reis


Na loucura dos meus dias
quero ser são, pra tornar-me louco
Onde lugar comum
é viajar nas ilusões de cada um;
Cair do abismo dos pensamentos
que até a lua chegam e voltam
Na certeza que o certo é relevante
num dia seguinte distante;

Quero ser exemplo pro meu filho
Quero ser orgulho pro meu pai
Amor pro meu amor
Servir a meu Senhor

Na loucura dos meus dias
vou conseguindo me fazer ver
Que eu preciso de alguém que me entenda e que eu consiga entender;
Olhar pra frente e fazer planos
deixar pra traz o que me magoou
me dê a mão venha comigo sempre me aceite simplesmente como eu sou

Quero ter orgulho do meu filho
E seguir o exemplo do meu pai
Ser amor só pro meu amor
Servir a meu Senhor

Numa mistura de loucura e lucidez
Vou viajando e me perdendo em ilusão
Será que esse momento é insensatez?
Uma overdese em meu coração

terça-feira, 8 de junho de 2010

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

Mário Quintana

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Vida de Foca - Viajei com Madu

É difícil desfazer laços, tanto que, tenho retornado para casa todos os finais de semana.
Já relatei minha primeira experiência como jornalista profissional, agora relato meu primeiro retorno...
Viajei com Madu!
Sentei no primeiro banco e observei a entrada de todos os passageiros.
Quando a grande maioria já estava acomodada, vi uma senhora embarcar e sentar-se bem ao meu lado.
Logo atrás dela uma moça com uma criança no colo, era a Madu. Com um beijo na pequena, a moça se despediu e disse: - Vai com a vovó!
Percebi que Madu seria minha companheira de viagem. Madu me sorriu, sorri também. Perguntei seu nome e a resposta saiu meio confusa, entendi Manu, foi nesse momento, que vovó se comunicou comigo pela primeira vez. Mal sabia eu, que juntas iríamos compartilhar muito mais que a viagem.
Foi ela que toda atenciosa, explicou que era Madu, - "na verdade é Maria Eduarda, mas ela mesma que se apelidou de Madu, né 'fiinha'". Vó, neta e eu sorrimos e selamos nesse momento um estreito e recente laço de amizade.
A pequena conversou algumas poucas palavras e logo se pôs a dormir, aconchegada nos braços da vovó.
Iniciamos nosso diálogo, nos dirigíamos a Santa Cruz, mesmo destino, rumos diferentes.
Foi nesse momento qucompartilhei uma bela história de vida...
-Vou passar o fim de semana com a minha filha! Nem sempre ela consegue ir nos ver. Relatou minha parceira exatamente no momento em que seu olhar vagou, para um lugar que não pude compartilhar, mas certamante um passado nem tão distante.
-O que ela faz?
-Trabalha e ta encerrando os estudos. Trabalha no hospital, as vezes ta de plantão.
-Sei...
Decidi nesse momento deixar a vó de Madu falar, observei que era isso que ela queria. Me contar sua história, para que eu pudesse ouvir e saber mais sobre ela e sua vida.

"Tive 8 filhos, eles já tavam criados, quando decidi pegar a mãe da Madu. Tinha que ver, era um ratinho, pequeninha, e essa aqui(Madu), nasceu igualzinha. A gente achava que ela nem ia se criar. a guria não queria mamar de jeito nenhum. Mas sabe o que era? Ela gostava de mama morninho...risos
Sempre foi uma espoletinha, olho pra essa aqui e vejo ela. Meus outros filhos me ajudaram muito, eu nunca sai de Sobradinho, vivi minha vida toda aqui. A minha filha tentou estudar em Santa Cruz e trabalhar aqui, mas não deu. Ela se cansava muito e o dinheiro era pouco. Conseguiu uma coisa melhor, mas não tinha como levar a Madu junto, ai ela ficou comigo. É minha companheira, alegra a minha casa, me ajuda e tudo.
Mas eu não tenho mais pique, sabe?! Esses dias cai e quebrei o braço, nem consigo 'garrar' ela no colo direito. Ela não incomoda nada, nada. Tenho 79 anos, mas faço tudo na minha casa".
Madu acordou e trocou umas palavras sobre o movimento na estrada. Vovó deu bolachas para Madu, aguinha, acariciou e era retribuída com carinhos. Eram cúmplices.
Chegamos. Com sacolas e mais a criança, ofereci ajuda.
-Vem com a tia Madu?
O sim veio na forma de sorriso e balanço positivo da cabeça.
Desci com Madu nos braços. O Kiko já me aguardava e ficou surpreso ao se deparar comigo e uma criança.
Aguardei até a vó se ajeitar e pegar suas coisas. Madu no meu colo observava e apontava coisas na rodoviária.
Na despedida, ganhei um beijo da pequenina e um aceno daquela mãozinha miudinha.
A vó me agradeceu e despediu-se com um até logo, e a promessa de nos reencontrarmos em Sobradinho.

Não a vi mais...de Madu carrego apenas a lembrança!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Domingo é cinza
Segunda é triste

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vida de Foca - parte I

Para quem não sabe, é o jornalista iniciante. Aquele que nunca esteve em uma redação, não sabe por onde começar e carrega consigo inúmeras inseguranças.
No site Observatório da Imprensa tem uma matéria bem legal sobre o assunto - FOCA -.

Pois bem, decidi relatar aqui minhas experiências de Foca. Sim, sou uma foca cercada por leões, digo, colegas experientes.
Iniciei no jornal dia 22/03, uma segunda-feira nublada, murrinha eu diria. No horário marcado, lá estava eu na redação. Animada, primeiro dia, colegas novos, cidade nova...enfim, deslumbrada mesmo com a oportunidade.
Cheguei antes do chefe - ponto para mim -, e assim que ele pôs os pés na sala, deu um bom dia, seja bem vinda e senta ali que vai ser o teu lugar. Liguei a máquina, mesmo sentindo parecer estar com as mãos amarradas. Gente, foca não sabe o que fazer no primeiro dia e muito menos as 8 horas da manhã!
Mal dei minha primeira respirada, tipo me situando, veio a primeira pauta. Primeira pauta, ai vou eu.
Detalhe, que é sem muitas informações.
Observem o diálogo:

- Oh Aline, tu vai ali na igreja matriz, o Cesar te acompanha. O pessoal da saúde ta todo ali. Vão lá!
Enquanto a frase saia da boca do editor, eis minha cabeça -( igreja??? matriz?? saúde???...ok, ok Cesar acompanha) em segundos, esclareço.
- Ta mas o que eles tnao fazendo ali? perguntei eu
- É o negócio da dengue...agora vão logo porquê eles vão sair daqui a pouco.
- Ta!

Lá foi eu e o colega - fotógrafo -, enquanto minha mente processava as informações recebidas.
Que eram: Na igreja da matriz o pessoal da saúde estava, para um negócio da dengue.
Sim, eu fiz a matéria e essa foi capa do jornal de sexta! O jornal aqui é semanal, deixo claro!
Esclareço agora alguns pontos - a) A Igreja da Matriz aqui na cidade é super conhecida; estranha ela era para mim que sou recém chegada
b) Pessoal da Saúde, entenda por Secretaria da Saúde do município, e lá também estava a equipe da Vigilância Sanitária
c) O negócio da dengue, significa Prevenção contra o mosquito transmissor da doença. Campanha da cidade!!

Pensa que vida de Foca é fácil!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tudo novo de novo...

Eis que ressurjo!!!!
Sim, estou bem e feliz.
Para quem ainda não sabe, estou na minha área. É people, estou atuando como Jornalista.
Me preparei para isso e cá estou eu!
Gazeta da Serra, Sobradinho -RS, Brasil.
Subi a Serra...(lembrem-se do Mamonas quando lerem essa frase), mudei meus caminhos e agora expando meus horizontes.
Em Santa Cruz, ficaram a família, os amigos, o amor e um passado que me impulsionou para o futuro.
Não foi fácil, gostava do que fazia, embora estivesse angustiada em começar por algum lugar...
E vim!
"Ganhei" até família! Com 3 gatos, uma cachorra, irmã, mãe, pai e mais gêmeas, que acreditam que tenho a idade delas e me convidam para brincar.
Eu cresci, e estou amadurecendo. Aprendo todos os dias, conquisto espaço, erro e supero.
Sinto saudades, mas não choro, porquê a gente só sente saudade quando gosta de verdade. Sei que também muitos sentem minha falta e torcem por mim.
Por isso, não posso fraquejar. Vivo em busca, em busca de mim, dos meus sonhos, dos meus anseios, do sucesso, de colo e de mãos aptas a me ampararem quando eu cair.
Meus amigos quero que saibam apenas uma coisa: Uma metade de mim é amor, a outra também!

Beijoss de uma agora Sobradinhense

terça-feira, 2 de março de 2010

sou uma mulher madura
que às vezes anda de balanço

sou uma criança insegura
que às vezes usa salto alto

sou uma mulher que balança
sou uma criança que atura

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"O objetivo mais alto do artista consiste em exprimir na fisionomia e nos movimentos do corpo as paixões da alma."

Leonardo da Vinci

Conheça e acesse! http://27hteatro.blogspot.com/